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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Apenas um informe

Leitores e Leitoras!
A partir de agora serão excluídos comentários que não sejam assinados. Mesmo que o perfil seja "anônimo" do Google, o comentário deverá OBRIGATORIAMENTE ser assinado.
Uma razão pra esta exigência é que eu me exponho através dos artigos e não considero justo que os leitores e leitoras também não digam quem são.

Sem mais,

Ulisses B. dos Santos
@prof_colorado

sábado, 4 de junho de 2016

O ATO DE ESCREVER


“Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias.”
Pablo Neruda

Escrever significa dispor ideias. Aquele que escreve, se faz disto um hábito, cria uma forma, um estilo. O estilo de escrever pode ir desde a simplicidade de expressões que qualquer leitor entende até o rebuscado palavrório que só os iniciados compreendem. Escrever passa pelo hábito de ler. Só escreve quem lê. A leitura dá, ao futuro profissional da palavra, a bagagem cultural necessária para alcançar o texto desejado.


Assim como em qualquer profissão, no jornalismo também tem-se um estilo que é o mais apropriado. O Manual de Redação nos mostra que devemos ser simples, sem sermos simplórios e, ao mesmo tempo, claros e objetivos. Se, à estas características, somarmos ritmo teremos o texto ideal.

Boas leituras.

Ulisses B. dos Santos
@prof_colorado

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Novidade.

A partir de agora agiremos em duas frentes:
aqui no blog e no fanpage https://www.facebook.com/OPontoForaDaCurva/

Acessem por aqui e curtam a fanpage.

Abraços,

Ulisses B. dos Santos
@prof_colorado

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ocupações nas escolas - uma novidade


Depois de muito tempo assistindo as discussões dos vários governos e professores sobre melhorias para educação, os alunos parecem ter assumido o protagonismo na luta pela educação no Brasil de uma forma nova: as ocupações de escolas.

Quando esta ação surgiu nas escolas públicas de São Paulo, no ano de 2015, tirando o sono do governo daquele estado, a pergunta que ficava era: Quando este movimento chegará ao RS? Pois chegou.

Entre as tantas escolas ocupadas parcial ou totalmente, dizem que hoje são 130, visitei duas em Porto Alegre: o Colégio Dom Diogo de Souza, na tarde de segunda-feira,23, e a Escola Florinda Tubino Sampaio na tarde de hoje.

No Colégio Dom Diogo de Souza, a ocupação foi decidida na quinta-feira, 19, mas iniciou-se no dia seguinte. Da mesma forma que na maioria das escolas em que se tem notícia, os alunos contam com apoio da comunidade, com doações que vão desde galões de água, produtos alimentícios, de limpeza bem como colchonetes e cobertores. Salas de aula são improvisadas como alojamentos e, em média, nas escolas visitadas, tem-se um grupo de 20 alunos dormindo nas dependências da escola.

A pauta de reivindicações é muito semelhante, de escola para escola, apesar de não haver uma direção geral das ocupações: contra os PL 44/2016 e PL190/2015, por melhorias nas estruturas das escolas, por mais segurança no entorno das escolas, além da luta por mais funcionários e professores nas escolas.

Tanto no Dom Diogo quanto no Florinda Tubino Sampaio houve um acordo entre os alunos participantes da ocupação de que as turmas de ensino fundamental não tivessem sua rotina de aulas interrompida. “Nós entendemos que os pais dos alunos do fundamental precisam da escola pois muitas vezes não teriam onde deixa-los”, pondera Lucas,17, do Tubino, “Entramos em acordo com a direção para que os alunos do fundamental tivessem aula normal e explicamos pra eles que essa luta é também pelo futuro deles”, afirma Bárbara, 17, Dom Diogo. “O [ensino] fundamental tá livre, da primeira a quarta série.”, esclarece Júlia, 18, também do Dom Diogo.

O que impressiona a quem visita uma ocupação é a organização dos alunos: no Dom Diogo de Souza, eles têm tiras coloridas nos braços que determinam a atividade de cada um: são definidos responsáveis por áreas desde a  alimentação até mídias. 

As opiniões sobre o movimento são as mais diversas do discurso da partidarização até comentários dando conta de atitudes violentas. Discurso prontamente rechaçado pelos membros das ocupações. “É uma movimentação exclusiva dos alunos”, afirma Carlos Natan, 21, do Dom Diogo de Souza.

A rotinas das ocupações é mantida com a realização de debates, oficinas ou mesmo shows com bandas convidadas.

Se, num primeiro momento, foi buscada a ocupação das escolas, agora cabe aos alunos manter o movimento em ação.

PL 44/2016
PL190/2015
O Poder Executivo concede para Organizações Sociais* entidades que até agora pertencem ao Estado em campos como ensino, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, entre outros.
De autoria do deputado Van Hatten, caracteriza a educação nas escolas públicas como “doutrinação” e institui o “Programa Escola sem Partido.”

Ulisses B. dos Santos
@prof_colorado


quinta-feira, 19 de maio de 2016

PL 190/2015 - um ataque contra a liberdade de pensamento

Apesar de ter formação – Licenciatura e Bacharelado – em História, sempre me foi sugerido lecionar disciplinas afins como Ensino Religioso, Sociologia e Filosofia. Em Ensino Religioso procurava trabalhar o reconhecimento da religião do outro, propondo pesquisa e apresentação oral para -quem sabe?- destruir possíveis sementes de preconceito.

Se consegui? meus alunos das turmas de 2004 em diante, hoje pais e mães, tem a resposta. Este tipo de aula serve à discussão permanente de questões do cotidiano.

O problema vem agora.

Vai algum tempo, surgiu um movimento chamado “Escola sem partido”, que diz lutar contra o que chamam “doutrinação”, “partidarização”,“ideologia”e outras classificações despropositadas.

Qual o perigo deste movimento? A supressão da liberdade de pensamento. Quando isto ocorre no ambiente escolar adquire contornos de crueldade. Um lugar criado e fomentador de debate não pode, sob o disfarce da pluralidade, reprimir opiniões. A liberdade de expressão, tanto do professor quanto do aluno, deve ser respeitada e preservada em sua totalidade.

O projeto “Escola sem Partido”, que inspira o PL 190/2015, em tramitação na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, tem como objetivo vigiar os professores, especialmente aqueles da área de Humanas, que fomentam o debate. Aspectos sociais como discussões sobre gênero ou mesmo a teoria da evolução de Darwin passariam a ser proibidos. Seria a criação de index?

O autor do PL 190/2015, expõe toda sua ideologia – crime de que acusa os professores – em seu projeto pretensamente preocupado com a educação. Ter ideologia não é errado, deputado! Muito pelo contrário. Todos temos, a questão é que alguns não reconhecem como tal e outros não sabem que a tem. A ideologia de alguém ou de um grupo social é notada no vocabulário, no discurso, na postura frente às questões sociais mais prementes. Em um arrazoado, que lembra muito o discurso anticomunista da Guerra Fria, o nobre deputado caracteriza um tipo de aluno que não existe mais e uma visão de educação ultrapassada. Nos dias de hoje, os alunos debatem questões atuais com tanta ou mais leitura que os professores. Então percebe-se que a passividade estudantil,  de que trata o PL 190/2015, inexiste.

Nobre deputado, os alunos lutam por seus direitos, ou o senhor não ficou orgulhoso com os movimentos de rua de 2013 em diante? Os estudantes de ensino médio participaram daqueles movimentos, deputado. O tipo de educação de que trata o PL 190/2015 foi muito bem caracterizada por Paulo Freire, em seu clássico Pedagogia da Autonomia, como “Educação Bancária”. Aquela em que o aluno é uma folha em branco e o professor traz o saber e o aluno, passivo que é, não questionando nada apenas recebe “o saber” pronto sem discussão.

Sua visão de educação é ultrapassada, deputado. Suas leituras são ultrapassadas.

Nobre deputado, uma sugestão: não subestime nossos alunos.

No atual cotidiano escolar, com todos seus problemas, aprendemos e ensinamos todos. Todos os dias a todo o momento. Afinal, nos ensinava Paulo Freire, a educação é uma via de mão dupla.

Abraços fraternos,

Ulisses B. dos Santos
@prof_colorado